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Quem matou Gabriel?

Policiais Antifascismo estão acompanhando o caso e cobram justiça. Até quando nossos jovens serão dizimados?



O Movimento Policiais Antifascismo no Rio Grande do Norte acompanha de perto, junto a parlamentares e policiais potiguares, a investigação dos fatos que envolvem a morte do jovem Gabriel de Souza Gomes, 18 anos, que morava no bairro Guarapes, em Natal, e que havia saído para a casa da namorada, em Parnamirim-RN.


Gabriel fazia o trajeto de bicicleta em cerca de uma hora, mas sumiu antes de chegar ao destino. Sua namorada ligou preocupada para a mãe dele. Desde então, o jovem não foi mais visto.


O jovem foi encontrado morto no domingo, 14 de Junho, após nove dias de seu súbito desaparecimento, em São José de Mipibu-RN. O assassinato de Gabriel chocou familiares e amigos, e o caso logo ganhou repercussão nacional.


Na opinião dos Policiais Antifascismo, o tratamento atribuído às pessoas que vivem nas periferias, principalmente as de cor preta, é de preconceito visível e as abordagens violentas se sucedem, sem que para isso haja uma política eficaz que venha amenizar tamanha hediondez sobre aqueles colocados na base da pirâmide social.


Para Pedro Chê, coordenador do Movimento no RN, a violência na periferia que envolve a maioria de etnia preta no Rio Grande do Norte deve ser motivo de preocupação e debate por toda a sociedade.


"A violência deve ser combatida. Ser indiferente frente às injustiças não é ser isento, e sim omisso. Muito sangue pobre, preto, jovem já foi derramado e há muito tempo já deveria ter sido dado um basta", enfatiza Pedro Chê.


Para o policial, é preciso que a população, nos fóruns adequados, crie mecanismos de conscientização e defesa antes que esses eventos lastimáveis ocorram.


"O resultado já foi provado pela História. As mortes de pobres pretos moradores de favelas, guetos e cortiços tornaram-se banais neste país, em especial aqui em nosso Estado, e são, inclusive, estimuladas por pessoas que acreditam que a solução para o fim da violência é mais violência. É pública e notória a discriminação que há contra a periferia", observa Pedro.

O Movimento Policiais Antifascismo se alia à Sociedade Civil organizada, de forma veemente, para que casos como esse tenham fim.


"A repercussão das mortes nas periferias deveriam ser do tamanho daquelas que envolvem pessoas de bairros nobres, de etnia branca e de classe média/alta", avalia Pedro Chê.

Aliás, é urgente e necessário, que se discuta os números da violência das duas Cidades do Natal: a "Natal não periférica", embranquecida, e a "Natal Periférica", que sofre violências de todas as ordens diuturnamente.


Pelo fim da violência, pelo fim do racismo, pelo fim do assassinato de pessoas pretas!


#QuemMatouGabriel #VidasPretasImportam #PoliciaisAntifascismo

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