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Entregadores de comida: a neoescravidão oriunda do neoliberalismo

Atualizado: Jul 5

Nós, do Movimento Policiais Antifascismo, apoiamos a greve dos entregadores de alimentos do país



Escravidão, do dicionário, significa condição de escravo; servidão, cativeiro, escravaria, escravatura.


Acreditamos que esse termo deveria, pelo menos, ser repensado ou reescrito em virtude da evolução dos paradigmas da sociedade atual.


Isso tudo por causa do neoliberalismo econômico, que, pelo dicionário, significa doutrina, desenvolvida a partir da década de 1970, que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e ainda assim em um grau mínimo.


Ora, o que é o Estado nesta realidade? Deveria ser a reunião política que administra e governa um país, legitimando-o.


Em teoria, o Estado deve existir para unir um povo com cultura comum usando de símbolos nacionais, fomentando o desenvolvimento social e defendendo suas fronteiras. Por isso, o termo Estado soberano.


Mas, como um Estado pode ser soberano se sua corrente ideológica principal fomenta que ele deve ser mínimo? Que ele não deve se meter na economia, que as empresas privadas por si só sabem o que é o melhor para o povo, e que esse sistema (empresas concorrendo entre si) faz o país se desenvolver?


No mínimo, isso nos parece um paradoxo.


Desta forma, como ficam os trabalhadores nas mãos das empresas em um sistema neoliberal?

Simples. Para que uma empresa vença a guerra da concorrência é preciso que ela tenha o máximo de lucro e o mínimo de gastos possíveis.


Trabalhador entra como gasto para elas e, por isso, o sistema neoliberal, que patrocina a política nacional, acaba por retirar todos os direitos dos trabalhadores, lhe vendendo a ideia de que ele assim é livre das amarras da empresa, pois "trabalha quando quer, é um empreendedor".


Na verdade o neoliberalismo cria novos tipos de escravos, uma verdadeira massa de desempregados que precisam trabalhar numa jornada exaustante todo santo dia para garantir o mínimo para sobreviver. O mínimo, pois as empresas precisam ganhar o máximo. E ele, o trabalhador, é um gasto, lembra?

Dessa forma, surgem as plataformas digitais, empresas modernas, pérolas do capitalismo moderno. Seus donos são bajulados nos jornais e revistas de economia como fomentadores de empregos e da economia do país, gênios, etc.


Os apps de entrega de comida são plataformas digitais, e elas usam entregadores terceirizados que não têm absolutamente nenhum direito trabalhista, mesmo que viva exclusivamente disso. Não têm salário, acréscimo noturno, férias, 13º, nada, nada mesmo. Caso ele se acidente no trabalho, a empresa não lhe deve absolutamente nada.


Se ele não consegue emprego, trabalha só nisso; se não sai para trabalhar, morre de fome em um país cuja economia está em colapso:


Isso não é ser obrigado a trabalhar?


A chuva, o sol e o vento frio da noite que eles recebem em suas costas não é equivalente às açoitadas dos antigos escravocratas?


Passar 12 horas em cima de uma bicicleta, andando centenas de quilômetros, muitas vezes com fome porque o lucro é tão pouco que, se eles almoçarem, vai faltar o alimento dos seus filhos... Isso é racional para você?


A neoescravidão é entregar comida com fome!


Talvez devêssemos atualizar o verbete "escravidão" nos dicionários para:


Condição de escravo; servidão, cativeiro, escravaria, escravatura. Condição de trabalho capitalista de subsistência sem direitos trabalhistas e sob condições desumanas.


Nós, do Movimento Policiais Antifascismo, apoiamos a greve dos entregadores de alimentos do país. Que sirva de exemplo para as demais categorias de que só se consegue direitos com coragem e luta.


#PoliciaisAntifascismo #iFood #Rappi #Greve #DireitosTrabalhistas



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