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Capitão da PM-RN é vítima de intolerância religiosa da própria corporação

Capitão PM Carvalho foi obrigado por superiores hierárquicos a retirar cordão com símbolo da Umbanda



O Movimento Policiais Antifascismo no Rio Grande do Norte, no Dia Nacional da Consciência Negra, solidariza-se com o Capitão PM Carvalho, que fora obrigado por superiores hierárquicos a retirar símbolo da religião Umbanda que usava quando fardado.


O fato ocorreu no último dia 14 de novembro do ano em curso, nas dependências do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte; durante preleção do subcomandante geral ao efetivo que se apresentou para o trabalho no pleito eleitoral, do dia 15 de novembro.


De forma desrespeitosa à religiosidade do Capitão Carvalho, o subcomandante geral e outros oficiais hierarquicamente superiores, ordenaram a retirada do adereço religioso, utilizando gritos e palavras depreciativas.

O Movimento Policiais Antifascismo defende a liberdade religiosa dentro de um Estado rigorosamente laico.


O Movimento manifesta-se contra o uso de símbolos religiosos em repartições públicas e por agentes em serviço.


Entretanto, é cediço que a Polícia Militar é bastante tolerante com o uso de símbolos e rituais cristãos por seu efetivo. Não há registro de que algum policial tenha sido reprimido e obrigado a retirar crucifixos, terços ou pingentes de santos católicos que usava quando fardado, ou mesmo manicacas com a frase “Deus é Fiel” bordadas no uniforme.

A tolerância com adereços cristãos e a intolerância com os equivalentes de religiões de matriz africana pode caracterizar preconceito e discriminação religiosa.


Em uma nação onde o presidente afirma "que os não cristãos devem se curvar ou sair do país", não podemos admitir este tipo de atitude arbitrária e preconceituosa.

A suposta proibição legal contida no Regulamento de Uniformes da PMRN para o uso de adereços é vaga e pouco objetiva. Dessa forma, dá margem para interpretações subjetivas e manifestações preconceituosas para se diferenciar o que é permitido do que é proibido.


O Art. 4º do referido regulamento veda o uso de adereço que venha a comprometer a imagem do policial e da corporação perante a sociedade.


Ora, símbolos cristãos não comprometem tal imagem, mas, símbolos de religiões não cristãs a comprometem? Fica a indagação que merece resposta dentro dos parâmetros legais.


Ao mesmo tempo em que o Movimento defende o Estado Laico, também é contra qualquer tipo de preconceito, discriminação e intolerância religiosa.

O Movimento é contra o uso da hierarquia e disciplina como ferramentas para a manifestação do arbítrio de superiores hierárquicos e a opressão às minorias, que serão permanentemente defendidas.


Não ao racismo estrutural personificado pela intolerância religiosa!

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